terça-feira, 13 de outubro de 2009

CIDADE UNIVERSITÁRIA - POR QUE EM ANAPU?


Muitas pessoas estão visitando nosso perfil no Orkut (Cidade Universitária da Transamazônica) e perguntando porque optamos pela cidade de Anapu, da região da Transamazônica (BR-230).

Boa pergunta: por que a cidade de Anapu?

Para mim, tudo parece óbvio, mas para outras pessoas, não. No primeiro "post" que fiz a este blog comentando isto, fui bastante breve ao responder a pergunta dos nossos interlocutores, mas agora pretendo ser mais analítico e demorado na resposta, para que ela seja a mais completa possível.

Inicialmente, lembre-se que dois amigos e eu fizemos uma pesquisa com 200 professores da região da Transamazônica e a maioria deles recomendou que fosse uma cidade situada bem no meio da rodovia Transamazônica (BR-230). Esta foi a principal recomendação, entre tantas outras. 127 idicaram Anapu e 56 indicaram Brasil Novo. Os demais votos ficaram pulverizados com indicações de outras cidades. Um deles indicou Xambioá, como se fosse um município do Pará.

Lógico que precisamos de outras pesquisas. Mas isto não impede o início de nossos trabalhos de arregimentação de pessoas e articulações políticas. Então, de início, acreditamos que a indicação de Anapu e Brasil Novo é porque são cidades pequenas, com infra-estrutura modesta, mais fácil, portanto, de ser modelada aos interesses universitários.

Não se pode esquecer que Anapu será o perímetro urbano mais próximo do local de construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu. Ou seja, é a que mais sofrerá com as pressões demográficas de milhares de pessoas que virão para a região somente para tentar conseguir um emprego, direto ou indireto, em função da obra. Deste modo, ao nosso sentir, é Anapu que precisará de maiores investimentos por parte do poder público.




Algumas pessoas nos disseram que só fato de Anapu ter sido palco da morte da missionária católica Dorothy Stang em 2005 já é argumento suficiente para sensbilizar o povo e a classe política para nossa causa. Todavia, não queremos tirar proveito da lembrança deste malsinado fato, para depois não sermos intitulado de oportunistas. Não acho que a associação de fatos será bem-vinda ou bem-sucedida. Seria como usar o Atentado de 11 de Setembro para fazer terror ambientalista (foi exatamente isto que aconteceu recentemente. Pra saber mais, cliquem aqui). Fora tudo isso, lembremos que a transição de Dorothy para o Além provocou muito sofrimento a nossa região, sitiada por 2.000 soldados do Exército a mando do governo Lula, que, logo em seguida, baixou o tal "pacote verde", cujos efeitos são sentidos pelas empresas da região até hoje. E o pior é má-fama de terra sem lei e de pistoleiros. Não. Definitivamente, esta associação de fatos não é bem-vinda, no que pesem estes ou aqueles méritous ou deméritos da missionária na região.

No mais, lembremos que não adianta brigarmos agora para saber se a tal cidade universitária tem que ser em Anapu, Brasil Novo, Pacajá ou qualquer outra cidade, afinal, como brigar pela primeira ou segunda classe a ocupar no trem se ele sequer está nos trilhos. Ou seja, precisamos somar forças é para, em uníssono, conquistarmos o interesse da classe política em ver esta cidade construída e só depois decidirmos o local exato dela. Aí, sim, com o trem nos trilhos e já na iminência de partir da estação é que devemos sortear quem vai, afinal, na primeira ou na segunda classe.

Não apoiar o projeto de criação da cidade universitária somente porque a principal candidata é Anapu é uma posição bairrista e que pode inviabilizar todo o projeto. Para quem duvida, basta lembrar que a região da Transamazônica seria bem mais desenvolvida se no ano eleitoral o povo se unisse e lançasse apenas um nome para representá-lo. Mas não: quase duas dezenas de aventureiros lançam suas candidaturas e, com os votos pulverizados, ninguém se elege. E assim a região ou fica sem representação política ou fica com uma representação insuficiente. E assim a nossa sorte será decidida por políticos de outras regiões e esta "sorte" quase sempre é do abandono. "Se os bons se omitem, os maus tomam conta", é uma máxima que continua vigorando.

O que ninguém pode ignorar, jamais, é que uma cidade universitária em Anapu beneficiará toda as regiões paraenses, inclusive de outras parte do Brasil, inclusive ainda a Região Metropolitana de Belém, vez que provocará no Estado do Pará uma redistribuição de vagas disponíveis no ensino superior a todos os jovens alunos egressos do ensino médio de todos os anos e todas as escolas, sejam elas públicas ou privadas.

Construída a Cidade Universitária da Transamazônica, talvez os anseios separatistas da região da Transamazônica e do Oeste do Pará como um todo podem arrefecer (esfriar), pois assim o povo em questão se sentirá menos injustiçado com a distribuição de investimentos. Esta sensação de justiça, menos que muito tênue, foi sentida quando o então governador Simão Jatene inaugurou em Altamira o Hospital Regional da Transamazônica. Foi realmente um sentimento de que finalmente estávamos recebendo nossa merecida recompensa.

Um governante dotado de sensibilidade sabe fazer esta leitura da psiquê coletiva.

OBS: Nos próximos "posts" submetidos a este blog trataremos de outros assuntos ligados direta ou indiretamente ao Projeto da Cidade Universitária da Transamazônica. Destes assuntos aguardamos os sinceros comentários por parte dos visitantes deste Blog.

Mário Barbosa.

2 comentários:

  1. Contudo, adorei as ideias anexada a cidade universitária. Tendo o objeivo ao incentivo a educação, será uma boa chance de fazer com que a vida de estudo seja assim levada mais a serio pelos jovens, já que para isso se terá não somente uma cidade apenas projetada, mas a vida mais estabilizada em decorrencia dos estudos.
    Sds.
    Suenny Cristian

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  2. Ai esta a resposta,para os sonhos de muitos estudantes,de Anapu e toda aquela região,até mesmo para aqueles que já tinhão desanimado,em meio as dificudades,de buscarem uma boa formação univercitária.
    E tambem creserá o poder economico da região com tal previlégio,que com certeza é merecedor.

    Só não esquesam de preservar a natureza.Pós dependemos dela para viver, nossos filhos e netos também.

    Jardel Andrade

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